sexta-feira, 20 de abril de 2012

ATIVIDADES 3º A, B, D,E,F,G,H,I,J e H


ATIVIDADES 3º A, B, C, D

FILOSOFIA - LIBERDADE x DETERMINISMO II

SOMOS LIVRES?

A liberdade não é somente fazer o que a gente quer Ontem e hoje. Ser livre significava não estar numa prisão e levar a vida de todo dia. Pensava-se igual a todo mundo procurando ao máximo não chamar a atenção sobre si: o conformismo imperava. Nossa situação é diferente hoje em dia: podemos sair de férias, viajar, ir e vir. Ser livre é ir onde se quer pensar e dizer o que se quer. E com todos os meios de que dispomos somos ainda mais sensíveis àquilo que nos limita.Uma liberdade com condições...  Se não tenho férias, se não tenho carro, se não tenho dinheiro, não posso viajar. Se estou doente ou se sou deficiente, também não. Sem falar das condições políticas da liberdade: se há policiais que me impedem de sair de casa.

Portanto, a liberdade não consiste simplesmente em “fazer o que se quer”. Entre a vontade e a ação, há os meios necessários para realizar essa vontade. A liberdade sempre pressupõe condições físicas e sociais que tornam possível a ação livre. Outro exemplo: sou livre para ir passear no parque. Mas dentro de certas condições: se há um parque por perto, se minhas pernas me sustentam, se não preciso ir ao colégio, se tenho vontade. Em compensação, não sou livre de fazê-lo se estou na prisão, se o parque está fechado ou se detesto passeios.

Um pouco de ordem 

Podemos então atribuir um sentido mais modesto, porém moralmente muito importante, à idéia de liberdade. É verdade que somos determinados pelas condições exteriores, pelas nossas crenças e vontades. Mas temos muitos desejos, alguns imediatos, outros mais refletidos. Podemos nos deixar levar por todas as solicitações que se apresentam ou querer (a palavra é importante) pôr um pouco de ordem nessas solicitações. Por razões muito diferentes: porque nos ensinaram a amar a ordem (a moral), porque tememos as autoridades (o temor de Deus, dos pais, dos juízes, etc.), porque queremos ter uma vida que, no fim das contas, seja coerente. A liberdade consiste então precisamente neste esforço para organizar as determinações.
 ......................
 “A verdadeira liberdade é ser senhor de si” 
(Michel de Montaigne, Ensaios III)  Michaud, Yves. Filosofia para adolescentes. São Paulo: Escala Educacional. 2007.

EXERCÍCIO


A PARTIR DESE VÍDEO E DO TEXTO DO FILÓSOFO JEAN PAUL SARTRE RESPONDA  LOGO ABAIXO:

  


[O homem é liberdade]
Dostoievski escreveu: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido". Aí se si¬tua o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo é permitido se Deus não existe, fica o homem, por conseguinte, abandonado, já que não encontra em si, nem fora de si, uma possibilidade a que se apegue. Antes de mais nada, não há desculpas para ele. Se, com efeito, a existência precede a essência, não será nunca possível referir uma explicação a uma natureza humana dada e imu¬tável; por outras palavras, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos diante de nós valores ou imposições que nos legitimem o comportamento. Assim, não temos nem atrás de nós, nem diante de nós, no domínio luminoso dos valores, justifi¬cações ou desculpas. Estamos sós e sem desculpas. É o que traduzirei dizendo que o homem está condenado a ser livre. Condenado porque não se criou a si próprio; e, no entanto, livre porque, uma vez lançado ao mundo, é responsável por tudo quanto fizer. O existencialista não crê na força da paixão. Não pensará nunca que uma bela paixão é uma torrente devastadora que conduz fatalmente o homem a certos atos e que, por conseguinte, tal paixão é uma desculpa. Pen¬sa, sim, que o homem é responsável por essa sua paixão. O existencialista não pensará também que o homem pode encontrar auxílio num sinal dado sobre a terra, e que o há de orientar; porque pensa que o homem decifra ele mesmo esse sinal como lhe aprouver. Pensa, portanto, que o homem, sem qualquer apoio e sem qualquer auxílio, está condenado a cada instante a inventar o homem. Disse Ponge num belo artigo: "O homem é o futuro do homem". É perfeitamen¬te exato. Somente, se se entende por isso que tal futuro está inscrito no céu, que Deus o vê, nesse caso é um erro, até porque nem isso seria um futuro. Mas se se entender por isso que, seja qual for o homem, tem um futuro virgem que o espera, então essa frase está certa.
SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo, Col. Os pensadores. São Paulo, Abril Cultural, 1973. p. 15-16.  


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